The Tales of The Queen of Self-Indulgence

Pare de ficar remoendo o porquê você foi preterida por alguém que usa vestidos de estampa Liberty, cabelo sem corte e não sabe harmonizar acessórios, aquela que se junta à tantas outras boazinhas, legais e fofas pelos quais tantos caras que passaram pela sua mão te deixaram. Sim, você julga pelas aparências porque aqui neste mundo temos pouco mais de dez segundos para decodificar as pessoas e é assim que umas parecem interessantes ou não à primeira vista. E até porque a regra das relações é que elas sejam tão superficiais que você pode passar meses ou quase dois anos convivendo com alguém e esta pessoa não perceber a sua essência e você pode priva-la deste presente porque sente que o outro talvez não suporte o peso de todo o seu ser. E por ter sido julgada pela aparência ou não terem te perguntado quem você era ou o que sentia, você também julga os outros pela aparência. Desejando uns e repelindo outros. E foda-se quem é tão elevado a ponto de conseguir cultivar um outro critério primário para interpretar um semblante ou a aura, que seja, de alguém antes que o da imagem e suas projeções.

Você agora vai se entregar à exaustão a qualquer atividade física que lhe aumente a sensação de poder e controle sobre os músculos do seu corpo; vai inaugurar novas formas e volta e meia vai senti-las quando ri ou tosse e a cada vez que isso acontece, dará um sorriso no canto da boca; vai servir a mesa de forma que os restos de comida e álcool acumulados no final de semana lhe pareçam um banquete. Satisfeita, irá tomar um banho morno com aqueles produtos que se deu de presente por algum motivo, que não é exatamente a tradição de sua marca ou o mistério de sua composição. Mas algo em sua textura e seu perfume de alguma maneira te lembram o que é ser amada. Você ensaboa todos os músculos doloridos e ainda tem um resto de endorfina lhe trazendo algum entusiasmo, pequenos espasmos e gargalhadas a serem rebatidas pelos azulejos. E você faz uma prece para que a água morna escorra pelo seu corpo levando a espuma e a sua constante sensação de inadeqüação para as galerias de esgoto inimagináveis até um dos rios mortos. Você irá se regojizar com cada centímetro do que é seu e pode tocar e vai rir por dentro dos seus segredos, das coisas belas e vivas que já lhe tocaram e para as quais você diz “até um dia”. Que neste ritual a deusa tenha o seu rosto e você o celebre diariamente, ou, se não conseguir todos os dias, pelo menos algumas vezes durante o mês. Lembre de sentir desejo pelo seu corpo, ama-lo e sufoca-lo com o melhor, o belo e o bom nas horas em que você está livre daquela pulsão deviante de destrui-lo aos poucos com substâncias que você conhece tão bem e sabe serem venenosas. O corpo é seu afinal de contas. Você o constrói e desconstrói todos os dias, de acordo com a sua vontade. Você é sozinha no mundo!

by Janaina De Assis > @janassis

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4 Comentários on “The Tales of The Queen of Self-Indulgence”

  1. Lori disse:

    lí duas vezes já,quero gravar isso,não quero esquecer de me sentir Deusa.

  2. […] This post was mentioned on Twitter by Lorena Regattieri, MissASSis. MissASSis said: The Tales of The Queen of Self-Indulgence: http://t.co/73hrDJD Agora também no CutClub! 😉 […]

  3. Eu d muleta, uma conhecida qerida: “O q foi, Gabi?” “Caih d patins.” “Pois eh, neh? A gente tenta, a gente vai andar d patins, mas soh se f.erra, neh?” hauhauahuah
    Mas bom. Aih agora eh a auto indulgência q tem reinado mesmo, ainda mais toda estrupiada também d corpo.
    E pode ser bom. Pode ser bem bom.

  4. achei genial. tenho mesmo que lembrar de ter um tempinho para mim. para me sentir diva,rs


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